Nesta semana foram noticiados no UOL, site de notícias apologista revolucionário, três notícias interessantes que devemos analisar: o aniversário do Partido Comunista chinês; a montagem fotográfica do mesmo governo chinês que virou piada; e a recusa da atriz Marieta Severo do papel de Dilma Rousseff. É fácil ver uma conexão entre as notícias. Mas espere um momento, qual a ligação do filme da Dilma com a montagem do governo chinês e a comemoração do regime mais assassino em vigor? Vamos aos fatos.
| Os chineses flutuantes |
Enquanto a Polícia Armada do Povo, do PC (Partido Comunista), é enviada para deter rebeldes mongóis e acabar com a revolta dos trabalhadores (ora, não seria o comunismo o regime os proletários?), exterminando qualquer um que tenha idéias contrárias ao regime, o Partido comemora os 90 anos do regime com palestras prós e festejos; exportando assim, uma imagem de governo estável e economia maravilhosa que, infelizmente, disfarça todo o horror que seu povo vive e, mais infelizmente ainda, só brasileiro acredita.
Simultaneamente, o governo chinês tornou-se alvo de gozação ao divulgar uma montagem, ridícula demais por sinal, de funcionários inspecionando obras rodoviárias. Em meio a risos e hits na web, devemos parar um instante para refletirmos sobre a gravidade da coisa? Um petista diria que não. Mas, graças a Deus, não sou petista, então vamos lá: primeiro, esta imagem, convenhamos, é ‘mal feita’ elevado à décima potência para um governo que prima por evitar descuidos, principalmente no que se refere à imagem do PC; portanto não seria algum dissidente desafiando o Partido em plena comemoração do mesmo? Mas este não é o ponto principal da questão, e sim a banalização da mídia, e do povo brasileiro, frente à manipulação de fatos e que, na verdade, não é novidade nenhuma se revisarmos a história desta ideologia.
| Nikolai Yezhov ao lado de Stalin |
A manipulação de notícias e informações para moldar a estampa governamental foi um dos ingredientes básicos da URSS, bem como eliminações, alterações e floreios em fatos históricos; Nikolai Yezhov que nos diga! Praticamente condenado ao Damnatio Memoriae por Stalin. Isto, pois, sem muito aprofundar na educação soviética:
| (Trabalho melhor do que os chineses flutuantes, não?) |
“A distorção e a falsificação soviética tornaram-se mais evidentes no ensino de história. Por exemplo, a 2º Grande Guerra Mundial para o estudante da União Soviética começou em 1941, por ocasião da invasão nazista na Rússia, e não em 1939, quando a Polônia foi atacada. As histórias nacionais, incluindo a da própria Rússia, são falsificadas pelos historiadores comunistas sempre que isto serve aos propósitos do Partido” (CRONYN, 1962, p.84-85)
Entretanto, não pude deixar de ligar esses fatos à recente notícia do “A Primeira Presidenta”, filme de Antônio de Assis, baseado no livro homônimo do “jornalista” Helder Caldeira. O projeto, na verdade, está previsto para ser lançado em 2012, o que não me permite entrar em muitos detalhes ou uma análise mais profunda. Por enquanto. Todavia, “A Primeira Presidenta” lembra-me certamente um “filho do Brasil”, para não ser sincero e dizer “Lula, o filho d*****”. Este último, lançado em 2009, foi produzido por Luiz Carlos Barreto e baseado no livro de Denise Paraná; e olha que legal: um das produções mais caras do cinema brasileiro! 16 milhões de reais. A história do “Luizinho” foi patrocinada por diversas empreiteiras; e o mais interessante: dentre os patrocinadores, está Eike Batista, o bilionário queridinho do Brasil (o mesmo ainda foi o maior doador da reeleição de Lula e contratou José Dirceu como seu consultor).
Com essas lembranças esquecidas pelo povo quero chegar ao seguinte fato: o filme do Lulinha foi claramente feito em caráter propagandista, pois muito de sua biografia – o “lado mau” (como se tivesse lado bom) por coincidência – não foi representado na trama romântica, além de outros acontecimentos que não seriam bons para imagem do então presidente da República. "Qualquer um pode prestar a homenagem que quiser, mas na parte sindical o Lula não era aquele que foi retratado", foi o que disse o sindicalista aposentado Paulo Vidal, personagem da vida sindical de Lula, e acrescentou: “é uma baita mentira”.
Infelizmente para toda classe esquerdista sul-americana, a adaptação cinematográfica não teve o público desejado pelos artifex petistas. Mas fica a dica para Dilma e sua turminha de “jornalistas-escritores-biógrafos”: desta vez, mostrem, na íntegra e sem maquiagem, a história da dona Dilma, até as partes sórdidas. Pois assim, pelo menos, vão obter uma renda e público melhor do que a versão nove dedos, porém não garanto a boa imagem e popularidade da “presidenta” depois. Minhas saudações à Sra. Marieta Severo pelo seu bom-senso, e comemoro junto a sua agenda cheia!
Referência Bibliográfica:
CRONYN, George W. Iniciação ao Comunismo: 200 perguntas e respostas. Trad. Sérgio Moraes Rego Reis. Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1962.
Referência de sites:
Referência Bibliográfica:
CRONYN, George W. Iniciação ao Comunismo: 200 perguntas e respostas. Trad. Sérgio Moraes Rego Reis. Rio de Janeiro: Letras e Artes, 1962.
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